sábado, 26 de abril de 2008

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Manta Rota - Cacela


Clique aqui para ver as fotos.

Depois de concluir o trajecto do Cabo Espichel a Sesimbra e verificando a impossibilidade de estender os caminhos da Rota até Setúbal, devido à enorme dificuldade apresentada pelas serranias da Arrábida e depois de dois trajectos em que tive oportunidade de explorar (e compreender) os problemas das caminhadas por falésias à beira-mar, decidi voltar aos terrenos costeiros de menor dificuldade, às quais pertencem praias da minha província natal, o Algarve. Assim sendo, decidi retomar os percursos no Algarve, quase 10 meses após o último (e único) trajecto até agora feito - que tinha começado em Vila Real de Santo António e terminado em Cacela, sendo o último ponto costeiro alcançado Manta Rota, que foi o ponto de partida para esta nova etapa. Como me encontrava em casa de férias e não tenho automóvel, fui de bicicleta até ao início do percurso previsto - a praia de Manta Rota -, a cerca de 10 quilómetros. Antes de chegar à praia fiz uma paragem para tomar um café na pastelaria Rota da Caravela, um lugar por onde tinha passado no meu trajecto 10 meses antes. Foi engraçado verificar que toda a zona por se chega à praia tinha sido arranjada com um novo parque de estacionamento e um passadiço largo - obras com que tinha deparado quando tinha passado por ali 10 meses antes - um bom mote para dar início ao percurso.
Estacionei a bicicleta no fim do passadiço perto das escadinhas e lá fui para o início de uma nova jornada. O tempo estava agradável e foi engraçado deparar-me com coisas poucos habituais, tais como um enorme barco de cruzeiro a passar junto à costa (ver foto).


O que me preocupou foi ver o avanço do mar constatado na forma como as dunas foram "ratadas" (como se pode ver nas fotos). O mar nalguns pontos galgou a duna e cortou-a ao meio, com mais ou menos protecção proporcionada pela estacaria a não servir de grande coisa. Prenúncios da mau agoiro para o futuro ?
Este foi o primeiro trajecto por dentro do parque natural da Ria Formosa, tendo sido este o primeiro passeio a assumir uma perspectiva circular (regresso ao ponto de origem), dada a impossibilidade de atravessar as barras que separam as ilhas consecutivas que compoem o cordão dunar.

quarta-feira, 5 de março de 2008

O porquê disto tudo...

Já houve quem me perguntasse porque me dediquei a isto da "Rota da Costa". A ideia surgiu num fim-de-semana em que não consegui voltar para casa e, sem ter nada para fazer nesse fim-de-semana, decidi arranjar um "bom motivo" para poder ter ficado de voltar ao meu "habitat" natural - o Algarve - ou melhor, uma forma de ocupar esse fim-de-semana inesperadamente "indesejado" de não ter nada para fazer. E assim foi: farto de tar em casa em frente a um computador sem fazer nada, fui ao sítio mais próximo onde me podia sentir desafogo: a praia de Santo Amaro de Oeiras. E aí vi que não tinha que desesperar de ficar um fim-de-semana sem nada fazer: e se fizesse a pé o percurso que vai de Cascais até à Praia do Guincho= E assim foi. E a ideia ganhou força, de forma que já não tenho desculpas para ter fins-de-semana sem nada fazer: sempre que puder vou continuar a percorrer os caminhos mais rentes à costa que exisitirem e que sejam, também, é claro, seguros. A próxima meta será do Cabo Espichel a Sesimbra, destinado a tirar uma primeira impressão da Arrábida.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Praia do Meco - Cabo Espichel



Este foi o primeiro passeio a atravessar todo o género de terrenos possíveis de encontrar rente à costa, pois começou na areia da praia em frente às ondas e atravessou toda uma multitude de terrenos desde falésias areníticas até estreitas ravinas, enormes desifiladeiros que se abrem à proximidade do mar e um sem-fim de panoramas geológicos, concluíndo com o encerramento de um capítulo, que foi ligar a pé toda a costa da Grande Lisboa, desde a praia do Guincho a norte ao cabo Espichel, a sul.

A grande ambição deste último passeio era sem dúvida "conquistar" o Espichel, de forma a poder concluir o primeiro capítulo desta jornada que já vai em 10 meses, desde que iniciei esta "Rota da Costa", em Abril de 2007. Aqui teria oportunidade de atingir um ponto que eu estava habituado a ver todas as manhãs para ir para o trabalho apanhando o comboio na estação de Paço de Arcos, quando ainda residia no alto do Mocho, em Oeiras. Pois bem, consegui finalmente atingir esse ponto, que, visto à distância de mais de 30 quilómetros, parecia uma miragem ao vento.

Como estava dizendo, este passeio foi sem dúvida até agora o mais "desafiante" de todos os troços que até agora empreendi, dada a multitude de terrenos que atravessei. Sem dúvida um passeio, pelos prémios dos panoramas à beira-mar que compensam todo o esforço despendido.

Para culminar o passeio, o troféu foi conseguir divisar a costa sul de Tróia a Sines, por enquanto ainda com o aspecto de miragem (como o Espichel antes o era), mas a tornar-se terreno firme para os meus pés daqui a não sei quanto tempo, quando calcorrearei essas paragens, num percurso que já está a ser pensado.



Fotos aqui

domingo, 20 de janeiro de 2008

Fonte da Telha à Praia do Meco


Quase dois meses decorridos após o último passeio, finalmente tive oportunidade de prosseguir a minha ideia de ligar toda a costa Portuguesa a pé, desta vez para mais um percurso de 10 km, a começar na Fonte da Telha, onde tinha concluído o último percurso, terminando na Praia do Meco. Para um dia de Inverno, esteve um domingo deveras agradável com temperaturas quase primaveris, favorável à etapa que me propunha alcançar.
Apanhei o autocarro 116 dos TST em direcção à Fonte da Telha na Cruz de Pau e lá fui ter a caminho da aventura. A praia da Fonte da Telha, para um dia de inverno, estava agradavelmente bem preenchida, não como um dia de verão, é claro, mas bem composta, principalmente com surfistas e outros curiosos.
De realçar que este passeio apenas foi possível depois de ter empreendido 45 km de ida e volta numa BTT até à Lagoa de Albufeira no dia anterior, de forma a confirmar que a abertura da lagoa para o mar estava encerrado. Caso contrário, teria sido impossível a concretização deste passeio.
Inicei o meu percurso a pé pelo caminho de terra batida paralelo à praia, que no entanto termina mais à frente para os automóveis, só permitindo a continuação por parte de ciclistas ou motocrossistas.
Esta costa da Península de Setúbal é praticamente composta por falésias de arenito desde a Caparica até à Praia das Bicas, com a interrupção natural pelo meio da Lagoa de Albufeira. São vestígios de outras tempos em que o mar embatia, tendo-as moldado inicialmente. No entanto, desde então o nível do mar recuou (mas vai regressar em breve...) e a erosão continental subistituiu a marítima. No entanto, esta erosão continental tem como aspecto mais peculiar de permitir o aparecimento de formas mais esculturais (de que dou conta nas fotos) no aspecto das falésias, devido ao processo de escoamento das águas pluviais.
Este acaba por ser um dos principais motivos de interesse deste passeio - as falésias de arenitos e a suas formas curiosas que a natureza esculpiu. Um passeio pelo topo da falésia seria possível e interessante, mas devido à grande irregularidade da falésia, a juntar com vedações (estes terrenos pertencem ao exército ou à herdade da Apostiça), tornam impossível essa opção, de forma que não tive outra hipótese senão seguir pela praia, com todos os problemas que essa opção acarreta. Não que me tenha cansado mais depressa, mas a viagem pelo topo das falésias teria sido sobremaneira mais interessante porque teria oportunidade de ter uma vista mais avantajada.
Mas lá continuei pela areia, vendo cada vez menos gente à medida que ia deixando a Fonte da Telha para trás e ficando apenas acompanhado pela Natureza.

Selecção de 58 fotos do percurso disponíveis no
Picasa
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Rota da Costa (Fonte da Telha to Praia do Meco) at EveryTrail

Map created by EveryTrail:Share GPS tracks

sábado, 24 de novembro de 2007

Costa da Caparica - Fonte da Telha

Este foi um percurso relativamente curto (10 km), feito num dia calmo e límpido e sem nuvens no céu, apesar de bastante frio.
Para um total de 9,1 km, efectuado em 2h16m, aproximadamente, a uma velocidade média de passada de 4,3 km/h, feito praticamente sem pausas de mais de dois minutos foi bom para dar uma ideia da forma actual.
Apanhei o comboio na Amora e desci no Pragal. Aí apanhei o autocarro 124 dos TST até à Costa da Caparica. No autocarro, ia-me passando com o meu PDA, porque depois de ligá-lo o sacana teimou em conseguir começar a sincronizar-se com os satélites, parecia que não ia ser hoje que o iria conseguir pôr a funcionar! Claro que finalmente lá se decidiu por funcionar, senão não teria podido dar conta do trajecto que segue em baixo:

From Costa da Caparica to Fonte da Telha at EveryTrail

Map created by EveryTrail:Share GPS tracks


Ver mais fotos aqui: Picasa

Desci do autocarro junto do mercado da Costa da Caparica, aproveitei para comprar alguma fruta e lá segui para o ponto onde tinha concluído o percurso da última vez - junto do restaurante "O Barbas". Lá inicei o percurso, seguindo pelo passeio marítimo, passei junto dos esporões que asseguram a permanência da Caparica à face da Terra, sem os quais provavelmente toda a areia já teria sido sugada pelo mar e a Caparica desertado da face do planeta! Toda a zona tem aspecto de obras e mais obras, vestígios dos acontecimentos de há quase um ano, quando os temporais do inverno ameaçavam efectivamente riscar a Costa do mapa!
Apesar do frio finalmente parecer ter finalmente visitar-nos, havia muitos surfistas a tirar proveito do "mau" tempo ("bom" para eles) e das ondas de metro e meio que se faziam sentir.
Continuei pelo passeio marítimo até ao seu final, quando desci umas escadas para finalmente ter acesso ao areal. Prossegui pelo areal. Mas caminhar pelo areal é cansativo, uma vez que os nossos pés afundam-se na areia devido ao nosso peso, e é preciso o esforço extra de estar a desenterrar o pé, o que torna a caminhada por praias muito cansativa. Como alternativa, existe a possibilidade de caminho na areia molhada submetida ao vaivém das ondas, mas aí o problema depois é que como estava calçado, e como a maré estava enchendo, as ondas vão entrando mais para dentro de terra, e arrisco-me a molhar os sapatos, coisa que já me aconteceu uma vez e que não tenho vontade de repetir! De forma que a partir de agora tenho que ter em conta uma previsão dos instantes de preia-mar e baixa-mar para me preparar melhor para a minha jornada! Um software de previsão de marés é tudo o que preciso!
Tive finalmente oportunidade para descansar na esplanada da Fonte da Telha. Uma coisa que não voltar a fazer, tendo em conta os preços astronómicos que se praticam - um simples ice tea que num supermercado custa 0,60 € aqui custa 2,50 €! Simplesmente, nunca mais! Tar a confiar nestes sítios onde a vista tá incluída no preço é simplesmente demais! O preço das coisas inflaciona em estabelecimentos a menos de 20 m das ondas.
Finalmente, voltei para casa na carreira 116. Ao todo esta viagem custou-me cerca de 2,50 + 1,30 = 3,80 € em transportes (felizmente o passe da Fertagus cobriu-me a viagem de comboio para o Pragal!).